e agora?
é impressionante, estranho, muito. tu não foste, não. eu continuo a ver-te, tenho a certeza. mesmo agora, eu sei que estás aqui, estás. e não adianta convencerem-me do contrário. tu prometeste que não deixavas que ninguém me fizesse mal, não ias falhar ao compromisso, não ias deixar-me aqui. não ias, pois não? gosto demais de ti e sei que não me ias desiludir. eles dizem que foste, que não voltas mais, que mais ninguém te vai ver. é mentira. é mentira, é mentira. tu só mudaste de casa, foste para mais longe, mas eu vou visitar-te, um dia. prometo.
(...)
eu não consigo parar de me recordar de ti a chamar-me magrinha, a gritar-me para lhes acertar nas pernas, a dar-me um bom dia. não quero acreditar que te mudaste para tão longe, é injusto. tu tens a tua vida aqui. e eu sei que tu não querias ninguém a chorar a tua ausência, sempre o disseste. tu agora querias ver-me a sorrir ou a reclamar, eu sei que querias. e eu vou fazê-lo. e prometo que vou cumprir o teu desejo, que vou continuar o teu projecto, prometo que vou seguir os teus conselhos, prometo que vou fazer por cuidar de mim.
(...)
juro que vou fazer as pazes com ele, tu querias que assim fosse. não há pazes a fazer, é certo, mas eu vou dizer-lhe que o adoro e que o quero por perto. não vou perder mais ninguém, pelo menos, no que depender de mim. perdê-lo era a ruína. não vou perder mais ninguém, repito.
prometes que continuas a pensar em mim? vá lá, promete. prometes?
sim, eu sei que a única diferença entre o antes e o que aí vem é que não me vais responder. sei que vais continuar a ouvir-me tagarelar, reclamar, mandar vir, dizer merdice. mas um bom amigo é aquele que sabe ouvir, não é? pronto, então vais continuar a desempenhar um bom papel.
e olha, olha, espera, só mais um segundo...
tarde demais,
devia ter-to dito ontem,
gosto muito de ti.
mil sorrisos,
(recuso-me a pôr um ponto final nisto
nisto tudo,
tu não acabaste,
mas mesmo assim,
indubitavelmente que hoje foi um dos dias mais arrepiantes/tristes/estranhos/agoniantes/intensos da minha vida)
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